Sábado 30 Maio 2009

Primo pobre, primo rico.

Por que o tratamento dado ao Forte de Santa Maria é tão distinto do que é dado ao Forte de Santo Antônio da Barra, mais conhecido como Farol da Barra? O farol tem café/restaurante, um museu náutico, recebe cuidados frequentes, como pintura e reformas na fachada, além de ter iluminação externa caprichada, etc. O Santa Maria foi pintado pela última vez no início de 2005, pela prefeitura. Único dos fortes de Salvador com o nome de mulher, o Santa Maria é o primo pobre e não deveria ser assim.

O conjunto de fortes construídos na Barra para defender a primeira capital do Brasil (Santa Maria, Santo Antônio da Barra e o simpático Forte de São Diego) poderia receber investimentos semelhantes, para valorizar suas belezas e atrair ainda mais turistas e baianos para apreciar sua imponência e sua história.

Tombado como patrimônio nacional desde 1938, o Forte de Santa Maria está sob a administração da Marinha que mantém ali o Serviço Hidrográfico e até alguns anos era a residência oficial do Comandante de Sinalização Náutica do Leste. Não sei ainda é. Se for, será que é por isso que está tão feio?

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Farol

Segunda-feira 25 Maio 2009

Em viagem

Estou em Olinda, bela cidade pernambucanana e retorno no início da noite a Salvador, quando atualizarei o blog. Peço desculpa ao (cada vez maior) público leitor.

Mas, para não ficar em branco a viagem, ontem fui ao show do grupo inglês Mc Fly, no Chevrolet Hall. Eles tocaram em Manaus, Fortaleza, Recife e tocarão ainda em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Salvador, não, “infelizmente”, dizem os fãs. Para cá vieram dezenas deles, especialmente meninas, na faixa de 12 a 18 anos. Não apenas o Mc Fly deixa de se apresentar em Salvador, mas, os grandes shows internacionais que vêm ao Brasil não passam pela nossa capital em suas turnês.

Reserva de mercado do axé, do pagode e do arrocha e similares?

Sexta-Feira 22 Maio 2009

Ao tempo. Passarela não protege da chuva

As passarelas têm cobertura para proteger os transeuntes do sol e da chuva. O sol se esconde nesses dias, mas nem toda passarela protege da chuva. Durante a semana, prepostos da prefeitura do Salvador trabalhavam na passarela de acesso ao Shopping Barra e ao Bom Preço da avenida Centenário. Parece que não deu tempo de reparar as “goteiras”, o buraco ficou maior do que o remendo e parte do teto ficou no chão (as placas verdes na calçada).HPIM6829HPIM6832HPIM6837

Quinta-feira 21 Maio 2009

Nova lei anti-fumo abre temporada de caça aos fumantes em Salvador

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Riscos de tentar bular a lei: “Aquele é o terceiro fumante que nós perdemos esta semana”

Quando eu era garoto, ao viajar nos ônibus da São Luís – aqueles que têm pintadas na carroceria as iniciais FAS, de Feliciano Ângelo da Silva, seu fundador -, ficava encafifado com um aviso que havia em todos os carros: É PROIBIDO FUMAR, CACHIMBO, CHARUTO OU CIGARRO DE PALHA. E por que não o cigarro comum, enrolado no papel? E lá estávamos submetidos à fumaça do fumo autorizado, do inocentado cigarro.

Eu acho que naquele tempo a grande maioria dos adultos fumava, se não fosse evangélico. Nos ônibus, só crentes, as crianças e alguns alérgicos reclamavam da fumaça que chegava a embaçar o ambiente.  Ficava ainda mais evidente quando descíamos nas paradas costumeiras – Capim Grosso e Tanquinho, para um lanche ou para ir ao banheiro (porque fumaça tinha mas banheiro era coisa rara nos ônibus), ao voltar para dentro do ônibus o mesmo estava “intindijado”* com o cheiro da fumaça.

Desde lá, muita coisa mudou. Os ônibus têm banheiros e ainda trazem um aviso parecido, mas agora é proibido fumar qualquer coisa, segundo leis estaduais ou federais. E a maioria, diferente daqueles 40 anos passados, acha isso muito bom. Pois bem, sabe esse aviso dos ônibus, pode ser que dentro de pouco tempo apareça um no salão de festas do seu prédio, nos abrigos de ônibus, em bares ou naquele espaço do restaurante onde antes tinha uma placa escrito FUMANTES.

A Câmara de Salvador aprovou uma lei proibindo o fumo em todos os ambientes de uso coletivo, públicos ou privados. Vale para “cigarros, cigarrilhas, charutos ou qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco”, incluindo aí qualquer tipo de folha ou erva e o cachimbo, que não poderia ficar de fora. O valor da multa para quem desobedecer a lei é poderá variar de R$ 200,00 a R$ 2 milhões. Para começar a valer a lei dos vereadores depende da sanção do prefeito João Henrique.

Depois da Lei Seca vem aí a Lei da Limpeza Etérea. Para valer, a lei vai depender dos “dedos-duros” no início. Se for fumar vá para o meio da rua, já que dentro de casa tem alguém que reclama. Mas, preste atenção se não é abrigo de ônibus ou marquise de loja. Pode ter por perto um fiscal voluntário da lei de olho em você e com um dedo no gatilho, digo, no celular, pronto para acionar a ronda anti-tabagista. Está aberta a temporada de caça ao fumante.

*Intindijado significa o mesmo que cheio, carregado, tomado. “Intindijou de fedor”: encheu o ambiente de mau cheiro. Era assim que eu ouvia na minha infância. Não sei mais se a expressão é/era usada fora do meu círculo familiar.

Segunda-feira 18 Maio 2009

Tem banheiro aqui? Que horas são?

Enquanto os viadutos e passarelas sofrem com a ação dos “mijões” soteropolitanos (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u551433.shtml) pelo menos um banheiro público virou um trambolho na praça da Piedade. Trambolho, não, desculpem: tem função publicitária. Um monumento ao desdém oficial.

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Outro “importante equipamento público” a serviço da população é este. Relógio? Termômetro? Bússola? Enfeite? A hora, vejam na foto, não bate.  Para que serve? Fica na avenida Centenário, que foi completamente remodelada no ano passado. Virou um equipamento público de primeira qualidade e importância? Por que cargas d’água deixaram esse treco aí, se nem funciona mais? Ah? Tem a propaganda. E, claro, o telefone público. É escondido, mas é público.

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Quantos destes (assim) haverá por aí?

Segunda-feira 20 Abril 2009

Chove cultura

Carybé

A partir de quinta-feira, no Museu de Arte Moderna da Bahia, que fica na avenida Contorno, uma exposição inédita de Carybé deve ser a melhor pedida cultural deste mês de abril em Salvador. Segundo a Secretaria de Cultura da Bahia será a maior exposição de Carybé já realizada no estado. A mostra ocupará os dois andares do Casarão e a Galeria 1 do MAM e celebra os 70 anos da primeira visita* de Carybé (1911-1997) a Salvador, ocorrida em 1938. Para a diretora do MAM, Solange Farkas, “a arte de Carybé, tem alcance internacional pela expressividade do seu estilo original e qualidade técnica, mas principalmente pelo significado cultural adquirido ao exaltar a herança cultural brasileira”. Quem quiser ver a arte de Carybé no MAM tem até 31 de maio.

Carybé

Carybé (1911-1997) ou Hector Julio Paride Bernabó nasceu na cidade de Lanús, Argentina, viveu dos seis meses aos oito anos de idade na Itália e renasceu brasileiro. Inicialmente Carybé morou no Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1938, veio pela primeira vez a Salvador e apaixonou-se, fixando-se definitivamente na Bahia a partir de 1950. Sete anos mais tarde, naturalizou-se brasileiro. Recebeu o apelido de Carybé (nome de um peixe de água doce) na época em que era escoteiro, no Rio.

* Só não entendi como pode ser comemorativa dos 70 anos da primeira visita de Carybé, se ele esteve aqui a primeira vez em 1938. Um pouco atrasada, então, a exposição.

Segunda-feira 20 Abril 2009

Chove chuva

É abril, quando as chuvas começam em Salvador. E os problemas se repetem. O asfalto se rompe, as avenidas se alagam, os congestionamentos aumentam, os carros pifam, a Centenário “tão bem feita” inunda e nas encostas e na periferia barracos e casas balançam, muitas caem. Perdas, sofrimento e dor.

A cidade cresce. Chovem problemas e chovem soluções mirabolantes. Como a ponte para a ilha. Obras marcam.

As fotos são de Arestides Baptista, Fernando Vivas e A Tarde Online

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