ONDE O CAB GUARDA O SOL
O pôr-do-sol é lindo em Salvador, diria Caetano Veloso (já deve ter dito). E é. Há lugares famosos de onde as pessoas costumam ver o sol se pôr. Eu mesmo já corri para ver o espetáculo a partir do Porto da Barra. Nunca do CAB – Centro Administrativo da Bahia. Dia desses, chegando lá para uma matéria avistei o sol baixando por trás da balança, logo na entrada. Diminuí a velocidade do carro, liguei o pisca-alerta e fiz as primeiras das fotos abaixo, com o sol começando a se esconder “por trás” da balança e da Assembléia Legislativa.
Mas, a minha melhor sorte decorreu de um erro. Parei o carro muito antes de onde eu estava indo (UPB), próximo do prédio da Governadoria ou Casa Civil ou etc., nunca sei. Tendo descoberto que errei o caminho, retornava ao carro quando vi o sol por entre os galhos de uma frondosa mangueira. Clic, com a minha pequena máquina amadora. Antes de sair dali, no entanto, vi que uma das janelas da Governadoria ou Casa Civil ou etc., nunca sei, refletia o dourado do astro-rei que se despedia. Imperdível. Clic, com a minha pequena máquina amadora.
Vejam. E me digam se sentem o que eu senti. Uma grande emoção.





REX, DESCANSE EM PAZ NO CÃOMITÉRIO
Hoje, praticamente tudo o que existe em termos de serviços e acessórios de embelezamento para o ser humano existe para os pequenos animais de estimação, leia-se cães e gatos. Butiques (não mais meras petishops), roupas, perfumes, cremes, óculos, babás, hotéis… cemitério. Isso mesmo, assim como os cemitérios particulares que existem para pessoas já existem os cemitérios especiais para animais. Aqui em Salvador também.
Se você quiser adquirir esse serviço para seu cão, saiba que não há um plano como o “Pax Nacional” para animais, mas você pode desde já encomendar o lugar onde o seu animalzinho querido será sepultado com todas as honras ligando para o telefone que aparece na foto.


UMA PRAIA QUASE DESERTA.



As chuvas deram uma trégua, mas, sol ainda não domina os dias da capital, por isso muita gente ainda teme ser pega de surpresa e espera mais um pouco para poder ir de novo à praia. “Vai que chove, de repente…”.
As turistas das fotos pensaram diferente e aproveitaram um desses dias em que as chuvas fizeram um intervalo e para aproveitar a praia da Paciência, no Rio Vermelho, como se fosse uma praia particular. Vão pode contar quando voltarem para casa que curtiram uma praia deserta em plena cidade do Salvador.
CHUVA E VENTO NÃO COMBINAM COM GUARDA-CHUVAS DESCARTÁVEIS






TEM JEITO NÃO?

A imensa maioria das calçadas de Salvador, por si só, representa riscos para muita gente, especialmente cadeirantes e idosos. Poucos são os passeios públicos (e públicos são todos, ressalte-se) que não estejam desalinhados, esburacos ou sujos. Certamente por isso, motoristas “conscientes” dão uma contribição para evitar acidentes: é só o pedestre não ter como andar na calçada.
VARAL PÚBLICO

Como o espaço é público, cada um faz o melhor uso que puder dele. No caso, da grade que “protege” o monumento localizado na avebida Joana Angélica, logo atrás do Gabinete Português de Leitura. (Falha minha não saber se é uma praça com nome e que monumento é). Há vários pontos de vista para o que mostra a foto: pode ser visto como uma instalação; podemos olhar com compaixão e entender que a pessoa que fez isso não tinha outro jeito, de tão carente que é; ou, simplesmente, não entender porque isso acontece.
Eu acho apenas curioso. Sempre uma boa foto, ainda que o fotógrafo não seja bom.
PRAÇA DA PIEDADE
Era segunda-feira. Uma equipe de uma emissora de TV, pronta para transmitir ao vivo atrai curiosos e necessitados. Todos querem pedir algo, mostrar alguma coisa que julgam importante. A equipe dá pouca atenção. Produtora e repórter dizem não saber se vão entrar ao vivo com críticas e denúncias.



Nas duas últimas fotos: a artista cujo nome eu não gravei reclamava de um apresentador de outra emissora, que teria chamado travestis de traveco, masculinizando, segundo ela, AS travestis, que lutam para acabar com a discriminação e o desrespeito. Queria responder ao apresentador na concorrente. Não podia.


O homem de camisa amarela queria que os jornalistas fizessem uma tomada da certidão de casamento dele, onde o nome da esposa teria sido grafado errado. Reclamava que, por causa do erro, ele não poderia tirar passaporte, por exemplo. O problema maior é que ele quer ir aos Estados Unidos de bicicleta, falar com Obama. Coincidentemente, em 1984, quando eu era assessor de imprensa da Prefeituta de Vitória da Conquista, este cidadão esteve por lá. Andava de bicicleta pelo país. Fiz uma foto com ele, ao lado da jornalista Kardé Mourão. Na tentativa de sensibilizar os jornalistas da TV Itapoã o ciclista continental mostrava um livreto e um pacote de fotos com registros de suas viagens de bicicleta por dez países sul-americanos. “Eu percorri toda a América do Sul de bicicleta, por favor, prestem atenção no que eu digo”, pediu, sem sucesso.
O CICLISTA CONTINENTAL, HÁ 24 ANOS

Sabe quem é este rapaz? É aquele senhor de camisa amarela nas fotos tiradas na Piedade. A foto foi feia em frente à prefeitura de Conquista, em 1985. Mais moço 24 anos ele estava rodando de bicicleta por aí e anunciava que rodara a América toda. Hoje, quer ir ver Obama, mas está sem passaporte. A TV nem deu atenção. Ao fundo, estamos eu e a presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia, Kardé Mourão. Eu era assessor de imprensa da Prefeitura de Vitória da Conquista e ela da Emurc, a empresa pública municipal de urbanização.